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17 de outubro 2009 (Sábado) das 9:00 – 18:30 hs

Local: PUC-PR, campus Curitiba. Bloco CCBS (verde), Laboratório de Desenvolvimento Profissional, 2° andar, antiga sala de dinâmica de grupo

Promovido pelo Instituto de Análise do Comportamento de Curitiba (IACC)

Resumo e objetivos de cada uma das etapas do curso:

PRÁTICAS CULTURAIS E ANÁLISE DO COMPORTAMENTO: NOÇÃO DE METACONTINGÊNCIA

Professora Fernanda Magalhães

Para Skinner, o comportamento, seja ele característico da espécie, do indivíduo ou dos participantes de uma cultura, é sempre estabelecido por um mecanismo de seleção. Dada a perspectiva selecionista, a Análise do Comportamento utiliza como unidade de análise para o estudo de seu objeto, a contingência tríplice, ou seja, as relações funcionais entre estímulo discriminativo, resposta e suas conseqüências. A partir da década de oitenta, entretanto, Sigrid Glenn começa a publicar artigos nos quais expande a noção de contingência tríplice para o estudo de práticas culturais, elaborando o conceito de ‘metacontingência’. A justificativa para tanto é que os comportamentos individuais que dão suporte às práticas culturais, muito provavelmente, não são mantidos por suas próprias consequências, mas pelas consequências geradas quando vários membros de uma cultura se comportam da mesma forma ou de modo entrelaçado. Essas consequências, então, selecionariam os comportamentos dos membros de um grupo ou os entrelaçamentos entre os comportamentos de indivíduos engajados em uma dada prática cultural. A necessidade de uma nova unidade análise para a compreensão de práticas culturais tem gerado uma série de debates entre analistas do comportamento. Com vistas ao esclarecimento dessa questão, tanto partidários de Glenn, quanto seus opositores, vêm realizando experimentos com o objetivo de analisar práticas culturais, ora recorrendo ao conceito de metacontingência, ora se valendo tão somente da contingência tríplice. Acompanhar os resultados desses experimentos, permite-nos traçar um panorama do debate atual acerca do estudo de práticas culturais na Análise do Comportamento.

Conteúdo:

1) A noção de cultura para Análise do Comportamento.

2) A distinção entre comportamento social, práticas culturais e cultura.

3) O selecionismo.

4) A seleção cultural.

5) O problema da unidade de análise.

6) Os conceitos de macrocomportamento, macrocontingência, contingência comportamental entrelaçada e metacontingências.

7) A crítica ao modelo de metacontingências.

8) Análogos experimentais de práticas culturais.

CONTRIBUIÇÕES DA ANÁLISE DO COMPORTAMENTO PARA A CONSERVAÇÃO AMBIENTAL

Professor Hélder Gusso

Na primeira etapa deste curso serão examinadas possibilidades de atuação profissional de analistas do comportamento em processos de conservação ambiental. Para isto será destacada a noção de fenômeno psicológico (objeto de intervenção profissional de psicólogos) e a identificação desse tipo de fenômeno em diferentes problemas ambientais, de modo a explicitar as possibilidades de atuação sobre esses fenômenos. Na segunda etapa serão apresentadas contribuições de Scott Geller e colaboradores para as intervenções comportamentais em áreas relacionadas à conservação ambiental. Por fim, serão examinados exemplos de diferentes tipos de intervenções e contribuições de analistas do comportamento para o enfretamento de problemas ambientais, com ênfase na utilização de métodos experimentais como forma de avaliar a eficácia dessas intervenções.

Conteúdo:

1) Caracterizar fenômeno psicológico;

2) Caracterizar “problema ambiental”;

3) Distinguir “preservação” e “conservação” ambiental;

4) Identificar fenômenos psicológicos em problemas ambientais;

5) Avaliar possibilidade de atuação profissional em Psicologia sobre problemas ambientais;

6) Identificar as contribuições de Scott Geller e colaboradores para os processos de intervenção comportamental em áreas relacionadas à conservação ambiental;

7) Identificar as contribuições de métodos experimentais como forma de avaliar a eficácia de intervenções comportamentais em conservação ambiental;

8) Avaliar diferentes tipos de intervenção de analistas do comportamento em conversação ambiental.

BEHAVIORISMO RADICAL, ÉTICA E POLÍTICA

Professor Alexandre Dittrich

A apresentação visa caracterizar o sistema ético skinneriano em seus aspectos descritivo e prescritivo, a partir da análise dos conceitos de bens pessoais, bens dos outros e bem das culturas na obra de Skinner. No que se refere ao aspecto descritivo, tais bens constituem uma aplicação do modelo de seleção por conseqüências à explicação do comportamento ético. Quanto as aspecto prescritivo, considerando-se o bem das culturas como o valor fundamental da ética de Skinner, discute-se as possibilidades de justificá-lo, e as conseqüências políticas daí decorrentes. Por fim, tendo como base a discussão precedente, busca-se analisar as possibilidades de posicionamento e atuação política dos analistas do comportamento.

Conteúdo:

1) Ética e behaviorismo radical

– O aspecto prescritivo da ética skinneriana: seleção por conseqüências e comportamento ético

– O aspecto prescritivo da ética skinneriana: a sobrevivência das culturas

– É possível justificar a sobrevivência das culturas enquanto valor?

2) Política e behaviorismo radical

– Filosofia política skinneriana

– O analista do comportamento enquanto agente político: alternativas de ação

Docentes convidados

Alexandre Dittrich – Psicólogo. Doutor em Filosofia pela UFSCar. Professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Fernanda Gutierrez Magalhães – Psicóloga. Doutoranda em Psicologia Experimental pela PUC-SP. Coordenadora do curso de Psicologia e professora da Universidade Positivo (UP).

Hélder Lima Gusso – Psicólogo. Doutorando em Psicologia pela UFSC. Professor dos cursos de Psicologia da SOCIESC e UNIASSELVI em Blumenau.

Para mais informações, ficha de inscrições etc. Clique aqui.

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