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Acabou de ser publicado um artigo sobre um tema caro ao nosso grupo de estudos e, infelizmente, às nossas vidas cotidianas:

Carvalho-Neto, M. B. de, Alves, A. C. P. & Baptista, M. Q. G.
(2007). A “consciência” como um suposto antídoto para a violência. Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva, 9 (1), 27-44.

Resumo:
Skinner sistematicamente descreveu o mentalismo como um obstáculo para a resolução dos problemas humanos. Segundo ele, a adoção desse modelo explicativo acabaria por encobrir as variáveis críticas, acessíveis e manipuláveis, que estariam na base da produção e/ou manutenção dos problemas sociais, especialmente os comportamentais. O presente trabalho descreve um caso real no qual tal modelo explicativo mentalista foi usado por um Ministro da Justiça brasileiro como referencial para tentar compreender um fenômeno comportamental complexo (a violência), e de como a adoção desse modelo acabou por direcionar um tipo particular de política pública de intervenção (aumentar a conscientização da população). Discutem-se os conceitos de violência e de consciência a partir do instrumental teórico analítico-comportamental, contrastando diagnósticos e soluções indicadas por cada alternativa teórica.

Achei interessante no texto a citação ao “Grupo de Estudos da Violência da PUC-SP”…

Ah! Notem que um dos autores é nossa colega Carol Alves.

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