“Há, é claro, muitos fatos – referentes a governos, guerras, migrações, condições econômicas, práticas culturais etc. – que nunca se apresentariam a estudo se as pessoas não se juntassem e se comportassem em grupos, mas se os dados básicos são fundamentalmente diferentes [dos envolvidos no comportamento individual] ainda é uma questão. Aqui nos interessamos pelos métodos das ciências naturais como os vimos funcionando na Física, na Química e na Biologia, e como os temos aplicado ao campo do comportamento. Até onde nos levarão no estudo do comportamento de grupos?

“Muitas generalizações ao nível do grupo não precisam de modo algum se referir ao comportamento…. Mas uma ‘lei social’ deve ser gerada pelo comportamento de indivíduos. É sempre um indivíduo que se comporta, e que se comporta com o mesmo corpo e de acordo com os mesmos processos envolvidos em uma situação não social…. O comportamento do indivíduo explica o fenômeno de grupo….

“Se formos capazes de explicar o comportamento de pessoas em grupo sem usar nenhum termo novo ou sem pressupor nenhum novo processo ou princípio [que não aqueles utilizados numa análise do comportamento individual], teremos demonstrado uma promissora simplicidade nos dados. Isto não significa que então as ciências sociais irão inevitavelmente formular suas generalizações em termos do comportamento individual, pois um outro nível de descrição pode também ser válido, e pode ser bem mais conveniente.” (Skinner, 1953 [livro “Ciência e comportamento humano”], pp. 297-98)

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